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05/02/26 - às 14:30
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O engenheiro agrônomo e pesquisador Vitor Spader atua há mais de duas décadas na Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (FAPA), em Guarapuava, desenvolvendo estudos nas áreas de Herbologia e Fisiologia de Plantas. O trabalho tem como objetivo principal compreender e aperfeiçoar o manejo de plantas daninhas nas lavouras da região, reduzindo impactos sobre a produtividade e os custos para os agricultores.
Segundo Spader, as plantas daninhas competem com as culturas por água, luz e nutrientes, o que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras. Por isso, o controle dessas espécies é essencial para evitar perdas. O manejo, explica o pesquisador, não se limita ao uso de herbicidas. Ele envolve um conjunto de estratégias que podem ser químicas, mecânicas, físicas ou culturais, escolhidas de acordo com cada sistema de produção.
Na região de Guarapuava, algumas espécies se destacam pelo potencial de causar prejuízos. No inverno, o azevém é uma das principais. Apesar de ser uma forrageira valorizada na pecuária, quando aparece em lavouras de trigo, cevada e aveia, torna-se um competidor difícil de controlar. Já no verão, as espécies que mais preocupam os produtores são a buva e a cravorana, que apresentam alta capacidade de infestação.
Ao comparar o cenário atual com o início de suas atividades, há cerca de 22 anos, Spader observa que a principal mudança está na forma de encarar o problema. Hoje, o manejo é visto como um processo contínuo ao longo de todo o ano, e não apenas dentro de uma cultura específica. O pesquisador destaca a importância de controlar as plantas daninhas também nos períodos entre safras, evitando que elas produzam sementes e aumentem o chamado “banco de sementes” no solo.
A estratégia adotada pela FAPA é reduzir gradualmente essa reserva de sementes. Com menos sementes no solo, a infestação tende a diminuir ano após ano, o que facilita o manejo, reduz custos e melhora as condições de trabalho no campo. De acordo com Spader, produtores que aplicam esse conceito de manejo integrado há mais tempo já percebem áreas mais limpas e produtivas em comparação ao que tinham 15 ou 20 anos atrás.
O trabalho da pesquisa, portanto, não busca apenas soluções imediatas, mas a construção de sistemas agrícolas mais sustentáveis e eficientes no longo prazo, com base na prevenção e no planejamento contínuo.
