Não perca nenhum LANCE!
Faça parte da nossa comunidade! E receba antes o que é notícia em promeira mão.
Desde 2015, informamos com imparcialidade, lutamos contra a desinformação e fortalecemos a comunidade. Nosso lance é você!
Confira os portais que fazem parte do Lance Notícias:
26/02/26 - às 15:00
Compartilhe:
O agronegócio, tradicionalmente associado à atuação masculina, tem registrado mudanças significativas nos últimos anos em Guarapuava. Cada vez mais mulheres ocupam espaços técnicos, de gestão e empreendedorismo no setor, contribuindo para o desenvolvimento regional e para a modernização das atividades agrícolas.
Entre as profissionais que representam esse avanço está a engenheira agrônoma e mestre em Produção de Sementes, Laryssa Carolyne Pichibilski Tecachuk de Oliveira. A trajetória da profissional começou ainda na infância, quando teve contato direto com o setor agropecuário ao acompanhar o trabalho da mãe em uma cooperativa de produtores de leite. Inicialmente, o interesse era seguir carreira na medicina veterinária, influenciada pela rotina observada no ambiente rural.
Após concluir o ensino médio, Laryssa ingressou no curso de Administração, área que possibilitou sua atuação em processos administrativos e abriu portas para o trabalho em uma concessionária de máquinas agrícolas. Foi nesse período que surgiu o interesse definitivo pela agronomia. Em 2015, já atuando no segmento de sementes, iniciou a graduação na área.
A especialização profissional continuou nos anos seguintes, com a realização de uma pós-graduação em sementes, concluída em 2018, e posteriormente o mestrado na mesma área, entre 2021 e 2023. A experiência acumulada também impulsionou o empreendedorismo, com a prestação de serviços voltados ao crédito rural, consultoria ambiental e regularização documental de propriedades. Em 2025, a área de sementes voltou a ganhar destaque em sua trajetória com a implantação de um laboratório especializado.
Apesar do crescimento da participação feminina no campo, desafios ainda fazem parte da realidade profissional. Segundo Laryssa, o preconceito em relação às mulheres agrônomas ainda é percebido em alguns contextos, especialmente em regiões onde a atuação masculina historicamente predominou. No entanto, ela observa mudanças graduais no setor, impulsionadas pelo reconhecimento técnico e pelos resultados apresentados pelas profissionais.
De acordo com a engenheira agrônoma, produtores rurais têm passado a valorizar características frequentemente associadas à atuação feminina, como atenção aos detalhes, organização, inovação e relacionamento direto com o produtor, fatores que contribuem para uma visão mais ampla da gestão das propriedades.
