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10/03/26 - às 10:57
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A sessão de segunda (9) da Câmara de Vereadores foi ocupada por pais e mães de autistas guarapuavanos. A comunidade pede um posicionamento oficial do poder público municipal sobre as falas atribuídas à secretária de educação de Guarapuava afirmando que as famílias de crianças autistas buscavam laudos médicos com fins financeiros. Mais de 50 famílias estiveram presentes, segundo os organizadores.
“A gente fica cada vez mais indignado. Esse silêncio só mostra o descaso que ela tem por nós, né? Então, até então, a gente queria uma retratação, mas agora a gente quer uma substituição, porque é o sinal de que a pessoa não pode continuar lá”, afirma Losanja Gonzales, gestora da Associação de Pais de Autistas de Guarapuava e mãe atípica.
Ainda, durante a sessão foi lido um documento enviado pela secretária de Educação, Rosana Aparecida Schwartz, em resposta a um pedido do vereador Ike Silvestri. O parlamentar solicitava esclarecimentos e retratações sobre áudios que circularam recentemente. No texto enviado, a secretária não abordou o conteúdo dos áudios questionados pelo vereador. A resposta se concentrou em críticas à forma como o pedido de informações foi encaminhado e aos procedimentos utilizados pelo parlamentar para formalizar o questionamento.
Em um vídeo publicado nas redes socias, Losanja afirma que a comunidade está unida. “Não vamos deixar esse assunto morrer. Então, se tem pessoas aguardando que a poeira sente ou que as coisas se acalmem, isso não vai acontecer”, afirma a gestora.
O Lance Guarapuava entrou em contato com a Prefeitura para um posicionamento oficial. Segundo a Secretaria de Comunicação de Guarapuava, a gestão não vai se posicionar sobre o caso por questões jurídicas. Qualquer nova informação a respeito da posição da Prefeitura, será atualizada nesta reportagem.

Na quinta-feira, dia 5 de março, a Associação Guarapuavana Mundo Azul (AGMA) publicou nas redes sociais uma nota oficial em repúdio a declarações atribuídas à secretária de Educação de Guarapuava, Profª Rosana Aparecida Schwartz. Segundo a nota, em áudios e vídeos de uma reunião de diretores da rede municipal, a secretária teria dito que as famílias de crianças autistas buscavam laudos médicos com fins financeiros.
No áudio, afirma-se que: “a gente precisa estudar, né? A gente precisa estudar. Porque a conversa, né… daí pai chega, pintam com aqueles laudos e deixa a gente caduco. E tem mais uma coisa, gente. Um novo comércio também que se abre. Infelizmente. Porque esses pais que conseguem laudo, eles entram na justiça, eles não ganham só o profissional de apoio. Eles ganham R$ 1.600 por mês. Daí ela não precisa mais trabalhar”.
