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29/01/26 - às 11:27
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A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta semana os mais recentes informes epidemiológicos sobre arboviroses, com dados que abrangem o ano epidemiológico de 2025 e a primeira semana de 2026. O levantamento traz o cenário da dengue e de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em todo o Estado.
No Paraná, em 2025, foram contabilizadas mais de 305 mil notificações de dengue, com 92.620 casos confirmados e 145 mortes associadas à doença. Apenas na última semana epidemiológica do ano passado, em comparação com o boletim anterior, houve acréscimo de 769 registros. Já em 2026, até o dia 7 de janeiro, foram notificados 384 casos suspeitos, com 10 confirmações em nível estadual.
Enquanto diversas regiões do Estado apresentaram circulação do vírus, Guarapuava segue em situação distinta. De acordo com os dados oficiais da Sesa, o município não registrou, até o momento, nenhum caso confirmado de dengue no ano epidemiológico de 2026. A ausência de registros coloca a cidade fora da lista de municípios com circulação da doença neste início de período.
Em 2025, praticamente todo o Paraná teve algum nível de notificação: 398 municípios comunicaram suspeitas de dengue e 387 confirmaram casos. As regionais de saúde com maior número de confirmações foram Londrina, Paranavaí, Maringá, Jacarezinho e Umuarama, concentrando grande parte dos diagnósticos positivos no Estado.
Além da dengue, o boletim traz dados sobre outras arboviroses. No ano passado, o Paraná registrou 6.090 casos confirmados de Chikungunya, com oito óbitos, e 207 notificações de Zika, sem confirmações. Também houve registros de febre Oropouche, com 150 casos confirmados, a maioria concentrada no município de Adrianópolis.
Para 2026, até o momento, a Sesa não aponta registros de Chikungunya, Zika ou febre Oropouche no Estado. O ano epidemiológico teve início em 4 de janeiro, e os números da primeira semana ainda passam por consolidação, podendo sofrer ajustes nos próximos boletins.
Mesmo sem registros de dengue em Guarapuava neste início de ano, as autoridades de saúde reforçam que a prevenção continua sendo fundamental, especialmente no combate ao mosquito transmissor, com eliminação de criadouros e monitoramento constante.
Combater o mosquito é a melhor forma de evitar a dengue:
Em casa, a orientação é manter caixas d’água, cisternas e tonéis sempre bem vedados. Pratos de plantas devem receber areia até a borda, e garrafas precisam ser guardadas de cabeça para baixo. Calhas e ralos devem ser limpos com frequência para evitar o acúmulo de água, principalmente após períodos de chuva.
Também é importante descartar corretamente o lixo. Pneus velhos, latas, baldes e qualquer recipiente que possa juntar água devem ser mantidos cobertos ou encaminhados para coleta adequada. Em quintais e terrenos, a recomendação é evitar entulho e manter a vegetação aparada, reduzindo locais onde o mosquito possa se esconder e se reproduzir.
Dentro das casas, o uso de telas em portas e janelas ajuda a impedir a entrada do inseto. Repelentes podem ser utilizados, especialmente em horários de maior atividade do mosquito, no início da manhã e no fim da tarde. Em caso de sintomas como febre alta, dor no corpo, atrás dos olhos e manchas na pele, a orientação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.

