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17/03/26 - às 17:30
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O Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano-PR) convocou uma assembléia que tem como principal pauta a votação para instituição de situação de greve entre os trabalhadores da coleta de lixo de Guarapuava. Os trabalhadores pedem novos ou o conserto dos caminhões quebrados, melhores condições de trabalho e redução na jornada diária.
A reivindicação mais urgente da classe, segundo o sindicato, é a compra de novos caminhões de lixo. De acordo com o Sindiurbano, atualmente nove caminhões percorrem a cidade e, grande parte deles, sucateados. A frota precisa dar conta da coleta dos 25 bairros do município, em um sistema de rodízio durante o dia e a noite. Enquanto esses nove estão na rua com os coletores, outros dois permanecem na garagem aguardando conserto.
E, enquanto a quantidade de lixo só aumenta, o número de carros e garis segue o mesmo. Essa sobrecarga faz com que a coleta da tarde demore mais tempo para acabar e a da noite atrase o início. “Daí até o motorista levar esse caminhão para descarregar, os trabalhadores que deveriam sair à meia-noite, por exemplo, que entraram às 18h, tem que ir até as 3h, 4h da madrugada para fazer a atividade noturna. Já em regime de hora extra para que não deixe a população desamparada”, afirma Luiz Carlos Viana, presidente do Sindiurbano.
Segundo ele, a greve é a última opção dos trabalhadores. A assembleia será realizada justamente para que o diálogo com a Prefeitura de Guarapuava e a Companhia de Serviços de Urbanização de Guarapuava (Surg) aconteça e a população não seja prejudicada com a interrupção dos serviços de coleta.
O Lance Guarapuava entrou em contato com a Prefeitura de Guarapuava. Em nota, a Prefeitura afirma que “por meio da Secretaria Executiva, realizará uma reunião com a companhia Surg nesta quinta-feira (19), para alinhar e tratar do assunto”. A data indicada para a reunião é a mesma da assembleia convocada pelo sindicato, segunda (16), um dia antes do posicionamento da Prefeitura.
Segundo o sindicato, esse problema ocorre há mais de seis meses. Contudo, a situação se agravou no final do ano passado. “Desanima a gente. Não tem o que fazer, tem que ir porque a gente precisa trazer o alimento para casa. E as contas, né?”, é o que compartilha um dos coletores que trabalha no período noturno.
O gari, que preferiu não se identificar, diz que em alguns dias a jornada se prolonga por até 12h de trabalho. E, enquanto isso, a população depende e cobra o serviço para seguir com a cidade em ordem. “Tá faltando tudo. Eles não estão nem aí com nós. Eles querem saber de trabalho. Querem que a coleta limpe a cidade, né? Todo dia. Tanto faz de dia com uma noite”.
