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05/02/26 - às 10:17
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A região de Guarapuava tem registrado aumento nos casos de fraudes eletrônicas, especialmente aquelas realizadas por meio de ligações telefônicas, mensagens e anúncios online. As ocorrências envolvem, principalmente, falsos contatos em nome de bancos, uso indevido de dados pessoais e até simulações feitas com recursos de inteligência artificial.
Um dos golpes mais comuns começa com uma ligação em que o criminoso se apresenta como funcionário de uma instituição financeira. A vítima é informada sobre uma suposta compra ou transação suspeita. Ao negar a operação, a pessoa é induzida a fornecer dados pessoais ou bancários para “cancelamento”. Especialistas alertam que bancos, em regra, não solicitam informações confidenciais por telefone, pois já possuem os dados dos clientes.
Além disso, há registros de tentativas de fraude que utilizam tecnologia para simular vozes de familiares ou conhecidos. Em alguns casos, criminosos clonam contas de aplicativos de mensagens ou usam gravações para fazer ligações convincentes. A orientação é sempre confirmar a informação por outro canal, entrando em contato diretamente com o familiar ou amigo.
Outro tipo frequente envolve compras e vendas em plataformas de anúncios. Golpistas copiam fotos e descrições de produtos reais, publicadas por vendedores legítimos, e replicam esses anúncios em outros sites. A vítima realiza o pagamento, mas nunca recebe o item. Autoridades recomendam que, sempre que possível, a negociação seja feita presencialmente. Em compras à distância, é importante verificar a reputação da plataforma e do vendedor, além de desconfiar de preços muito abaixo do mercado.
A equipe de jornalismo do Lance Guarapuava entrou em contato com a Polícia Militar para esclarecer os principais tipos de golpes em circulação. Segundo o tenente Ândreo Taborda, um dos crimes mais recorrentes atualmente envolve mensagens de extorsão enviadas pelo WhatsApp.
De acordo com o oficial, é comum que os criminosos entrem em contato de forma direta e ameaçadora, dizendo fazer parte de facções ou grupos armados. “Eles afirmam que vão matar a família da vítima caso o valor exigido não seja pago. Esse tipo de abordagem aparece com frequência nos boletins de ocorrência”, explicou.
O tenente acrescenta que, em muitos casos, as mensagens trazem informações pessoais reais, como nome e endereço, o que aumenta o medo e leva a pessoa a acreditar na veracidade da ameaça. “O crime está cada vez mais organizado e faz uso de dados obtidos ilegalmente. Por isso, é fundamental não realizar nenhum pagamento e procurar imediatamente a polícia”, orienta.
As autoridades reforçam que a principal medida de prevenção é desconfiar de qualquer pedido de dinheiro ou de informações feito por telefone ou aplicativos de mensagem. Em caso de tentativa de golpe, a recomendação é registrar boletim de ocorrência, comunicar a plataforma envolvida e buscar apoio nos órgãos de defesa do consumidor.
O avanço dessas práticas mostra que o crime digital está cada vez mais tecnológico. Diante disso, a principal defesa continua sendo a informação e a cautela no uso dos meios eletrônicos.
