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10/02/26 - às 14:22
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Em meio a rotinas cada vez mais marcadas por trabalho, estudo e pouco tempo livre, a prática de exercícios físicos segue como um dos principais fatores associados à melhoria da qualidade de vida. Para Leandro Coelho, Mestre interdisciplinar em desenvolvimento comunitário, o ponto de partida está no entendimento de que o movimento é inerente à própria existência humana.
Segundo ele, todo corpo está em constante movimento, ainda que de forma involuntária, como no funcionamento do coração. A partir desse princípio, compreender e aceitar o movimento como parte da vida é um passo essencial para a adoção de hábitos mais ativos. No entanto, não há um modelo único de exercício que funcione para todas as pessoas.
A adesão à prática regular de atividade física, explica Coelho, passa por uma busca individual. Não existe um “treino ruim”, mas sim modalidades que podem ser mais adequadas ao perfil, às preferências e à rotina de cada pessoa. Exercícios ao ar livre, em ambientes fechados, aulas coletivas, treinos individualizados, pela manhã ou à noite todas essas possibilidades são válidas, sem certo ou errado. O fator determinante é a constância do movimento.
Do ponto de vista conceitual, há diferença entre atividade física e exercício físico, embora essa distinção tenha pouco impacto prático para a população em geral. A atividade física engloba qualquer tipo de movimento corporal, incluindo tarefas do cotidiano, lazer ou atividades profissionais que exigem esforço físico. Já o exercício físico é uma forma específica de atividade física, caracterizada por objetivos definidos, como ganho de força, melhora da capacidade cardiorrespiratória, mobilidade ou flexibilidade.
Além dos benefícios físicos, o exercício também está diretamente relacionado ao bem-estar mental. Durante atividades que elevam a frequência cardíaca, o organismo libera hormônios como serotonina e irisina, associados à sensação de prazer. Esse fenômeno, ocorre principalmente em treinos de maior intensidade e pode gerar benefícios que se estendem por até 24 horas após o término da atividade, contribuindo para a redução do estresse e da ansiedade.
No caso da corrida de rua, Coelho aponta características que ajudam a explicar o crescimento da modalidade. Além dos ganhos fisiológicos comuns a outras práticas, a corrida promove maior contato com ambientes externos, algo cada vez mais raro na rotina urbana. A repetição do movimento por períodos prolongados também favorece um estado de concentração e introspecção, funcionando como uma prática quase meditativa para muitos praticantes.
Esse conjunto de fatores faz com que pessoas que inicialmente buscam a corrida por objetivos como emagrecimento acabam encontrando prazer e bem-estar emocional, o que fortalece a adesão à prática.
