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28/01/26 - às 15:02
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A carreira da atleta Tatiane Raquel da Silva no atletismo começou ainda na infância, quando, aos nove anos, passou a se destacar em atividades esportivas na escola. O desempenho em provas de corrida e saltos chamou a atenção de professores e abriu caminho para as primeiras competições. “Eu sempre participava de brincadeiras de corrida, me achava boa, até que, na escola, aos 9 anos, minha professora fez um desafio de saltos e corrida, e eu fui a campeã. Despertou em mim o interesse pela corrida. Aos 13 anos, eu tive a oportunidade de representar a escola em um torneio na cidade de Londrina; desde então, estou no atletismo”,diz a atleta.
A primeira competição oficial trouxe resultados abaixo do esperado, mas também serviu de estímulo para intensificar os treinos. Após um mês de preparação, Tatiane alcançou o terceiro lugar nos Jogos Escolares do Paraná, resultado que consolidou sua permanência no atletismo e reforçou o interesse em evoluir na modalidade.
A escolha pela prova dos 3.000 metros com obstáculos ocorreu por orientação do primeiro treinador, que identificou características físicas compatíveis com a exigência da prova. “Meu primeiro treinador adorava a prova de obstáculos; ele viu que eu tinha biotipo e, por isso, me fez a sugestão de participar dessa prova. Eu aceitei, pois era uma prova diferente e desafiadora”. A especialidade, considerada técnica e exigente, acabou se tornando o principal campo de atuação da atleta. Com o tempo, Tatiane conquistou marcas expressivas, incluindo o recorde brasileiro e sul-americano na distância.
Natural de Londrina, ela vive em Guarapuava há cerca de 15 anos. Mesmo treinando em uma cidade com estrutura limitada para o alto rendimento, a atleta conseguiu se manter entre os principais nomes do atletismo sul-americano, resultado de uma rotina contínua de treinos e competições. Tatiane ressalta que seu sonho era ser atleta olímpica. “Hoje já conquistei duas Olimpíadas. Mas a medalha dos Jogos Pan-Americanos de terceiro lugar, no Chile, em 2023, foi muito emocionante, pois eu estava voltando de lesão e me surpreendi com minha conquista”.
A participação nos Jogos Olímpicos foi descrita pela atleta como a realização de um objetivo construído ao longo de anos de preparação. Segundo ela, representar o Brasil na principal competição esportiva do mundo, em duas edições consecutivas, reforçou a percepção de que a carreira segue em evolução e que ainda há metas a serem alcançadas.
Sobre a conquista da medalha nos Jogos Pan-Americanos, a atleta relatou que o momento foi marcado por forte emoção. Após um período difícil, com lesões e afastamentos das competições, ela afirmou que cruzar a linha de chegada com um resultado expressivo simbolizou a superação das dificuldades enfrentadas ao longo da temporada e a confirmação do esforço realizado para voltar ao alto nível.


