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24/02/26 - às 15:00
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O consumo de chimarrão segue presente no cotidiano de moradores de Guarapuava e também tem sido incorporado a iniciativas promovidas em espaços públicos do município. A bebida, preparada com erva-mate e água quente, integra hábitos culturais difundidos na região Sul do país e aparece com frequência em encontros informais, especialmente em períodos de temperaturas mais baixas.
Em 2026, a Prefeitura implantou o chamado “Espaço Chimarrão” na Praça da Ucrânia, área central da cidade. O local conta com estrutura para fornecimento de água quente e foi planejado para atender moradores que utilizam o espaço para lazer e convivência. A ação integra um conjunto de medidas voltadas à utilização e reorganização de áreas públicas urbanas.
Além do consumo doméstico, o chimarrão também costuma estar presente em eventos comunitários e programações culturais. Em algumas ocasiões, atividades temáticas relacionadas à bebida foram incluídas em agendas municipais, reforçando seu papel como elemento de integração social.
De origem associada a povos indígenas da região sul-americana e posteriormente difundida pela cultura gaúcha, o hábito de compartilhar a cuia ultrapassou fronteiras estaduais e passou a compor o repertório cultural de diferentes municípios do Sul do Brasil. Em Guarapuava, a prática é observada tanto em ambientes familiares quanto em espaços coletivos, consolidando-se como parte da dinâmica social local.
Guarapuava se destaca na produção de erva-mate sombreada e integra núcleo estratégico do setor no Paraná:
Embora não lidere o ranking estadual em volume total de produção de erva-mate, Guarapuava ocupa posição estratégica no setor ervateiro paranaense. O município é reconhecido como o maior produtor nacional de erva-mate sombreada, sistema de cultivo que agrega valor e diferencia o produto no mercado.
No Paraná, os maiores volumes de produção estão concentrados em cidades da região Sul e Centro-Sul. São Mateus do Sul é frequentemente apontada como a capital da erva-mate e figura entre os principais polos produtores do país. Já Cruz Machado liderou a produção estadual em anos recentes, superando 115 mil toneladas, conforme dados do setor.
Guarapuava, por sua vez, integra um dos três principais núcleos regionais responsáveis por concentrar cerca de 90% do Valor Bruto da Produção (VBP) da erva-mate no estado. Além da relevância no segmento, o município também figura entre os destaques nacionais da agropecuária em diferentes cadeias produtivas.

O principal diferencial de Guarapuava está no cultivo da erva-mate sombreada, sistema realizado em consórcio com a mata nativa, especialmente sob araucárias. Nesse modelo, a planta se desenvolve sob a proteção de árvores de maior porte, o que influencia diretamente nas características do produto final.
Segundo produtores e representantes do setor, o sombreamento contribui para folhas com sabor mais suave e adocicado, além de favorecer práticas de manejo associadas à preservação ambiental. O município também busca consolidar uma Indicação Geográfica (IG) para a erva-mate sombreada, iniciativa que pode ampliar o reconhecimento e a valorização do produto, inclusive no mercado externo, como o uruguaio.
O setor ervateiro em Guarapuava conta com empresas tradicionais que atuam no processamento e na comercialização do produto para diferentes regiões do Brasil. Entre elas está a Erva-Mate 81, marca tradicional fundada pela família Schier e com presença consolidada no Sul do país.
Outra empresa com atuação no município é a Yerba Madre Brasil, ligada ao grupo internacional Guayakí, que trabalha com foco em exportação e produção sustentável.
