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23/03/26 - às 09:13
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O Conselho Regional de Psicologia deve anunciar nesta segunda-feira (23) a cassação do registro profissional do psicólogo Giovani Caetano Jaskulski, preso no último dia 12 em Guarapuava. A medida é considerada a sanção mais grave aplicada pelo órgão e, segundo informações preliminares, pode evoluir para a perda definitiva do direito de exercer a profissão.
O caso envolve denúncias de cinco mulheres que relataram situações semelhantes ocorridas durante atendimentos psicológicos realizados no consultório do profissional. As investigações indicam que os episódios teriam ocorrido ao longo de vários anos, sendo o relato mais antigo datado de 2000, quando uma das vítimas tinha 16 anos.
De acordo com os depoimentos, o psicólogo orientava as pacientes a manter sigilo sobre o conteúdo das sessões, alegando a necessidade de preservar o vínculo terapêutico. No entanto, as vítimas afirmam que foram submetidas a condutas inadequadas, incluindo toques e solicitações de nudez, sob a justificativa de que tais práticas fariam parte do tratamento.
Em um dos relatos, a vítima afirmou que se sentiu constrangida ainda nas primeiras consultas. Em outro caso, familiares procuraram ajuda após perceberem mudanças de comportamento de uma adolescente em tratamento psicológico. A denúncia foi formalizada após a jovem relatar os episódios aos pais.
Após o registro inicial, outras mulheres também procuraram as autoridades, ampliando o número de denúncias. As vítimas têm idades entre 23 e 44 anos e descreveram situações semelhantes de abordagem durante os atendimentos.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público em 2021, após uma das vítimas comunicar os fatos à família. O psicólogo já possuía condenação na Justiça desde 2023 pelo crime de violação sexual mediante fraude.
A decisão do conselho profissional deve ser oficializada ao longo do dia e ocorre paralelamente ao andamento das investigações e processos judiciais relacionados ao caso.
Foto: Arquivo pessoal
