Não perca nenhum LANCE!
Faça parte da nossa comunidade! E receba antes o que é notícia em promeira mão.
Desde 2015, informamos com imparcialidade, lutamos contra a desinformação e fortalecemos a comunidade. Nosso lance é você!
Confira os portais que fazem parte do Lance Notícias:
07/02/26 - às 14:00
Compartilhe:
Durante muito tempo, Guarapuava viveu um fevereiro silencioso. Enquanto outras cidades pulsavam ao som do samba e do batuque, por aqui o Carnaval parecia restrito a memórias antigas ou a festas privadas. Por isso, a retomada do Carnaval de Rua não é apenas um evento cultural: é um gesto simbólico e urbano.
A programação organizada pelo coletivo Move Samba, com apoio da Prefeitura, mostra que é possível fazer cultura popular com seriedade, diversidade e respeito aos espaços públicos. Matinê infantil, roda de samba, desfile, shows locais: não é só entretenimento. É pertencimento. É dizer que Guarapuava também tem ritmo, tem povo na rua, tem identidade cultural viva.
O Aterro do Lago, novamente, vira palco. E isso importa. Quando a cultura ocupa o espaço público, ela transforma o modo como as pessoas se relacionam com a cidade. O que antes era só passagem vira encontro. Mais do que celebrar, o Carnaval em Guarapuava cumpre outra função essencial: valorizar os artistas locais. Samba da Flávia, Dazantyga, Por Acasos, nomes que representam uma cena que existe, resiste e merece palco.
Também é importante reconhecer o papel do Move Samba nesse processo. Coletivos culturais são, muitas vezes, os verdadeiros motores da vida artística nas cidades médias.
Claro, sempre há o que melhorar: estrutura, divulgação, continuidade. Mas o mais importante já está acontecendo, o Carnaval voltou para a rua, e com ele voltou a ideia de que a cidade é feita para ser vivida, não apenas atravessada.
Por Ana Luiza Mattos
