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27/01/26 - às 11:36
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A Cidade dos Lagos, em Guarapuava, apresenta características de planejamento urbano que a diferenciam de grande parte dos bairros e loteamentos tradicionais do país. Concebida como um bairro estruturado e integrado, ela funciona sob a coordenação de uma associação responsável pela gestão e organização do espaço urbano.
Nikolaus Farber, engenheiro Civil da cidade dos lagos, explica que esse modelo permite um acompanhamento contínuo de áreas como segurança, manutenção, engenharia e administração, resultando em maior controle sobre o uso do solo e sobre os serviços que garantem o funcionamento cotidiano do bairro.
“Um dos principais diferenciais está no sistema de drenagem urbana. Os lagos e áreas de retenção foram projetados para atuar como reguladores naturais das águas da chuva. Em períodos de precipitação intensa, esses reservatórios armazenam temporariamente o volume excedente, reduzindo a velocidade e a quantidade de água que escoa para áreas externas. Com isso, o pico de vazão é amortecido, o que diminui o risco de alagamentos tanto dentro do bairro quanto nas regiões vizinhas” explica o engenheiro.
Além disso, todas as edificações são obrigadas a adotar dispositivos de contenção de águas pluviais, como caixas de retenção. Esses sistemas fazem com que parte da água fique armazenada por um período antes de seguir para a rede de drenagem, evitando sobrecarga imediata nas galerias. A exigência de taxas mínimas de permeabilidade do solo também contribui para que uma parcela significativa da chuva infiltre diretamente no terreno, reduzindo o volume de escoamento superficial.
No que diz respeito aos materiais urbanos, o uso de pavimentos intertravados, como o paver, favorece a infiltração da água no solo. Somado às áreas verdes e aos lagos de retenção, esse conjunto de soluções forma uma rede integrada de controle hídrico, que prioriza a absorção e o armazenamento da água da chuva antes do seu direcionamento ao sistema convencional de drenagem.
Nikolaus Farber,aponta que adaptar cidades mais antigas a esse modelo é possível, mas envolve custos elevados e limitações técnicas. “Em áreas já densamente ocupadas e impermeabilizadas, há pouco espaço para criar novas áreas de infiltração e retenção, o que torna as intervenções mais complexas”, ressalta.
Mesmo assim, a experiência da Cidade dos Lagos é frequentemente citada como referência para outros projetos urbanos no Brasil. Em um contexto de mudanças climáticas e de chuvas cada vez mais intensas, a incorporação de soluções preventivas desde a fase de planejamento se mostra estratégica. O caso ilustra como a integração entre gestão urbana, infraestrutura verde e controle de drenagem pode contribuir para reduzir impactos e aumentar a resiliência das cidades.
