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21/01/26 - às 16:05
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Moradores da rua Vicente Machado, no bairro Vila Carli, em Guarapuava, convivem há décadas com problemas de mobilidade e segurança causados pela falta de pavimentação e de um sistema adequado de drenagem. A situação se agrava em períodos de chuva, quando o trecho se torna escorregadio e, em alguns pontos, praticamente intransitável.
Localizada entre importantes pontos da cidade, como a Praça da Fé, a Rodoviária e um supermercado de grande porte, a via é a única da região que ainda não recebeu asfalto. O contraste com as ruas ao redor tem aumentado a insatisfação dos moradores, que cobram uma solução definitiva do poder público.
Patrik Zeni (28), morador da região, afirma que a principal dificuldade é a falta de mobilidade. “Para subir já é difícil em dia seco. Quando chove, fica muito perigoso. As pedras soltas descem com a enxurrada, formam valetas e impedem a passagem de carros e pedestres”, relata.
Segundo ele, a situação afeta especialmente pessoas com mobilidade reduzida. Uma vizinha só consegue se locomover com ajuda. “Para ela, descer ou subir sozinha é praticamente impossível”, disse.
Além disso, motoristas costumam evitar o local, já que veículos de menor porte têm dificuldade para vencer a ladeira e a descida pode provocar danos mecânicos, devido às pedras soltas que aumentam o risco de pneus furados e acidentes.
O problema também impacta o transporte por aplicativo. De acordo com os moradores, motoristas de Uber costumam cancelar corridas ao perceberem as condições da rua. “Quem não conhece prefere não entrar. As pessoas precisam caminhar até vias próximas para pegar ônibus ou transporte”, afirma Patrik.
Outro morador, Sidney Oliveira Lemos (53), destaca a dificuldade em situações de emergência. A mãe dele está acamada, e a ambulância não consegue chegar até a casa. “A gente precisa levá-la pela escada até lá em cima, porque a ambulância só encosta no início da rua. É uma dificuldade enorme”, conta.
Segundo Sidney, o problema se repete há anos, com intervenções consideradas apenas paliativas. “Já mexeram várias vezes, mas nunca terminam. Colocam um pedaço e logo estraga de novo. O sofrimento é grande para todos aqui, porque carro de compra, ambulância, nada encosta. Tem que dar a volta”, relata.
Ele também afirma que já sofreu prejuízos por conta da situação. “Já caí várias vezes de moto, quebrei a moto toda nessa rua. Foi muito prejuízo e muito sofrimento.”
Moradores dizem que já procuraram a prefeitura em diferentes gestões, além de vereadores e outros representantes públicos, mas que até agora não houve solução definitiva. “Sempre prometem, vêm, filmam, fazem entrevistas, mas a obra não sai”, afirma Sidney.
A comunidade espera que o poder público realize uma intervenção estrutural, com pavimentação adequada e drenagem, para garantir acesso seguro a veículos, pedestres e serviços essenciais, como ambulâncias e entregas.
Em nota a prefeitura disse que está seguindo um planejamento de obras estruturantes de pavimentação que estão sendo feitas no município à rua Vicente Machado, no trecho referido também está inclusa no cronograma para realização dos estudos técnicos. O objetivo é avaliar a situação da área, identificar quais serviços precisam ser feitos e calcular o custo necessário para realizar as melhorias. Essas informações vão ajudar no planejamento das ações e na definição dos próximos passos.

Foto: Gustavo Dusi

Foto: Ana Luiza Mattos
